Categoria: Divulgação

Mesa: Sobre o Uso e o Reúso da História: lendo “O Passado Prático”, de Hayden White (23/05/2015)

Com os professores Robert Doran, Lisa Lowe, Edward Dimendberg e Ethan Kleinberg.

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“Pesquisa histórica e relevância social da historiografia: interesse, continuidade e responsabilidade como problemas para o historiador do século 21” – ANPUH 2015

Os professores Estevão Martins (UnB) e Sérgio da Mata (UFOP) organizam a sessão 109 do XVIII Simpósio Nacional de História, intitulada “Pesquisa histórica e relevância social da historiografia: interesse, continuidade e responsabilidade como problemas para o historiador do século 21”. Trata-se da segunda de duas mesas ligadas aos problemas da teoria e história da historiografia, e conta com contribuições interessantes ao tema. Segue a programação conforme o caderno do evento.

28/07, terça-feira, das 14h às 18h

  • “A construção da Identidade Européia no Pós II Guerra: os discursos da destruição e da reconstrução”, por Luiz Fernando Castelo Branco Rebello Horta (UnB)
  • “Analítica das fontes e síntese historiográfica: problemas e vieses da pesquisa histórica”, por Alexandro Neundorf (PUC-PR)
  • “Arruinar uma boa história com demasiada pesquisa. Reflexões sobre uma disposição ética fundamental à historiografia”, por Arthur Oliveira Alfaix Assis (UnB)
  • “Bildung, história e identidade no Círculo de Stefan George”, por Walkiria Oliveira Silva (UnB)
  • “Do Esquecimento Institucionalizado ao Enfrentamento de seus Legados: anistia e responsabilidade histórica”, por Johnny Roberto Rosa (USP)
  • “Eticização da economia política histórica antes de Thomas Piketty: o caso Gustav Schmoller”, por Sérgio da Mata (UFOP)
  • “Reflexões acerca da função educadora dos museus da Resistência na Europa”, por Denise Rollemberg (UFF)
  • “Uma crítica ao conceito da experiência traumática e as possibilidades de definição de um evento-limite: comentários sobre “É isto um homem?”, de Primo Levi”, por Pedro Spinola Pereira Caldas (Unirio)
  • “Historiar pensamento”, por Pablo Spíndola (UFRRJ)

29/07, quarta-feira, das 14h às 18h

  • “A construção de uma abordagem. Françoise Choay e seu horizonte historiográfico em 1970”, por Priscilla Alves Peixoto (UFRJ)
  • “A Contribuição da Ciência da História na compreensão de políticas públicas educacionais: uma análise do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI)”, por Suseli Cristiane Alves Camilo (UTFPR)
  • “Historiadores franceses entre a cátedra e a vida pública (1870-1940)”, por Sabrina Magalhães Rocha (UFOP)
  • “Historiografia e história da historiografia: alguns apontamentos”, por Cecília Siqueira Cordeiro (UnB)
  • “Liberté pour l’histoire e a tirania da memória”, por Denise Scandarolli (Unicamp)
  • “Teoria da história na Didática da história para a escolarização básica no século XIX: as soluções do historiador espanhol Ignacio Ramón Miró (1821-1892)”, por Analice Alves Marinho Santos (UFS)
  • “Entre o elogio e a crítica: Os “intérpretes do Brasil” na ótica dos historiadores (1920-1970)”, por Diego José Fernandes Freire (UFRN)

31/07, sexta-feira, das 8h às 12h

  • “A Geschichtsdidaktik de Jörn Rüsen como uma possível resposta para o problema da responsabilidade social do historiador no séc. XXI”, por Vitória de Abreu
  • “A questão da eticidade no pensamento histórico de Hegel e Ranke”, por Renato Paes Rodrigues (UFOP)
  • “Há de se melhorar o ontem e criar novas possibilidades para o amanhã: sentido e trauma na teoria da história de Jörn Rüsen”, por Caio Rodrigo Carvalho Lima (UnB)
  • “Políticas públicas e governança da educação: a constituição da História como disciplina em Moçambique”, por José Gil Vicente (UNIVERSO)
  • “As primeiras contribuições do projeto Jovens e a História”, por Wilian Carlos Cipriani Barom (UEPG)
  • “Jogos Digitais: metodologias para o Ensino de História”, por Reinaldo Benedito Nishikawa (IFPR)
  • “Filtro historiográfico: cartas de Vilhena pela leitura de Braz do Amaral”, por Amélia Saback Alves Neta (UFBA)

31/07, sexta-feira, das 14h às 18h

  • “A pesquisa em história no Brasil. Apontamentos sobre a pós-graduação na última década (2002-2012)”, por Carine Silva Muguet (UFRJ)
  • “A Revista Brasileira de História – RBH e a (re)definição dos lugares de produção da historiográfica nacional na década de 1980”, por Wagner Geminiano Dos Santos (UFPE)
  • “Formatos alternativos de difusão em história pública”, por Ricardo Santhiago (UFF)
  • “Intelectuais, artigos e regiões”, por Bruna Silva (Unioeste)
  • “Análise de microcontextos – Considerações acerca de depoimentos de comunidades presentes no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), Ceará”, por Danilo Eiji Lopes (Museu da Pessoa)

“As formas da história e o lugar dos historiadores” – ANPUH 2015

Os professores Temístocles Cezar (UFRGS) e Valdei Araujo (UFOP) são responsáveis pela sessão 16 do XXVIII Simpósio Nacional de História, intutilada “As formas da história e o lugar dos historiadores”. Ao longo dos dias de encontro, teremos comunicações muito interessantes nessa que é uma das duas mesas fortemente ligadas às discussões de teoria e história da historiografia. Segue a programação conforme o caderno do evento.

28/07, terça-feira, das 14h às 18h

  • “Tendências da historiografia brasileira contemporânea: um balanço analítico”, por Lucia Maria Paschoal Guimarães (UERJ)
  • “Como se faz a história da historiografia: notas para o debate”, por Maria da Glória de Oliveira (UFRRJ)
  • “Regimes de autonomia, avaliação e o futuro da história como campo disciplinar”, por Valdei Lopes De Araujo (UFOP)
  • “Tradição e autoridade na historiografia brasileira. Considerações sobre a utilidade e os inconvenientes da história para o tempo vivido (II)”, por Temístocles Cezar (UFRGS)
  • “Revisionismo, crítica e prospecção na história da historiografia no Brasil, anos 70”, por Rebeca Gontijo Teixeira (UFRRJ)
  • “A filosofia no arquivo”, por Marlon Jeison Salomon (UFG)
  • “Assim também se escrevia a História no pós-Segunda Guerra: reflexões sobre a historiografia de Pierre Vilar”, por Marcia Barbosa Mansor D’alessio (Unifesp)
  • “Há lugar ou alugar para/os historiadores? Ou algumas reflexões em torno de uma temática infeliz”, por Durval Muniz de Albuquerque Junior (UFRN)

29/07, quarta-feira, das 14h às 18h

  • “A queda do Muro de Berlim – Considerações sobre os usos políticos do passado pela historiografia contemporânea”, por Francine Iegelski (USP)
  • “Narrativa histórica nos jogos eletrônicos: qual a função dos historiadores?”, por André Pereira Leme Lopes (UnB)
  • “Entre pesquisa e ensino: da história enquanto investigação à produção de sentidos”, por Luciana Fernandes Boeira (UFRGS)
  • “O Scholarly Self e a Construção do “Olhar do Historiador”: problemas e discussões de uma pesquisa em andamento”, por João Rodolfo Munhoz Ohara (Unesp)
  • “Presença do passado e produção de sentido: Hayden White e Eelco Runia”, por Marcus Vinícius de Moura Telles (USP)
  • “Estranhas efemérides: comemorar o passado entre historiadores, romancistas e jornalistas”, por Rodrigo Bragio Bonaldo (UFSC)
  • “Laurentino Gomes e a escrita da história por jornalistas”, por Leonardo Paiva do Monte Rodrigues (USP)
  • “Indecisões e dúvidas sobre o tempo da história: o caso estadunidense recente e atual”, por Fabio Sapragonas Andrioni (UFPR)

31/07, sexta-feira, das 8h às 12h

  • “Para que estudar História das estatísticas do século XIX no século XXI? A justificativa como necessidade histórica dos dias atuais”, por Julio Cesar Paixão Santos (Colégio Pedro II)
  • “A construção da narrativa na História de Portugal de Alexandre Herculano”, por Michelle Fernanda Tasca (Unicamp)
  • “A escolha de Pedro Lessa: João Francisco Lisboa, o historiador patriótico”, por Aline Michelini Menoncello (Unesp)
  • “A História do Brasil imaginada por Joaquim Felício dos Santos (1860-1872): a responsabilidade da escrita da História”, por Raína de Castro Ferreira (UFOP)
  • “As coisas como realmente não aconteceram: disputas e tesões na escrita da ciência na História oitocentista”, por Eduardo Henrique Barbosa de Vasconcelos (UEG)
  • “Capistrano de Abreu e Eduard Meyer: a “geologia da lama””, por Ricardo Alexandre Santos de Sousa (UESB)
  • “Como se escreveu a Revolução Farroupilha no século XIX”, por Fabrício Antônio Antunes Soares (PUC-RS)
  • “Da tradição: o IHGB, Paris, Portugal e as bases políticas da história”, por Evandro dos Santos (SEDUC/RS)

31/07, sexta-feira, das 14h às 18h

  • “O lugar da hermenêutica na propedêutica historiográfica da passagem do século XIX para o século XX”, por Itamar Freitas De Oliveira (UnB)
  • “O romance como lugar da história: The Antiquary (1816) de Walter Scott e a experiência moderna de tempo”, por Renata Dal Sasso Freitas (UFRGS)
  • “A grande missão e o verdadeiro amor do século XIX: a escrita da história de Ernest Renan (1848-1863)”, por Thiago Augusto Modesto Rudi (Unesp)
  • “”A habilitação do espírito para a carreira das letras”: estudos históricos e subjetividade na obra de Joaquim Nabuco”, por Rodrigo Machado da Silva (UFOP)
  • “A escrita da história entre dois mundos: uma análise da produção de Alice Piffer Canabrava (1935-1961)”, por Otávio Erbereli Júnior (USP)
  • “Arautos da História da historiografia: as disputas por um conceito de historiografia nas cartas de Amaral Lapa enviadas a Nilo Odália”, por Karina Anhezini De Araujo (Unesp)
  • “Da filologia à história, da história à filologia: Humanismo, educação e cultura universitária através do Renascimento português”, por Pedro Telles da Silveira (UFRGS)
  • “Impérios Coloniais e Historiografia Ilustrada”, por Luiz Francisco Albuquerque De Miranda (UFSJ)

“The History Manifesto”

Em Outubro de 2014 Jo Guldi e David Armitage, professores em Brown e Harvard, respectivamente, publicaram um manifesto em defesa do “retorno” à macro-história. Para eles, a história das longas durações seria a mais capaz de restabelecer a importância da historiografia na construção de políticas públicas, bem como de habilitar os historiadores a se posicionarem em debates contemporâneos, marcados pela visão curta e imediata dos fenômenos. O texto está disponível abertamente no site oficial do livro.

Entre muitas reações, o destaque fica por conta da American Historical Review, que conta com um uma crítica voraz de Deborah Cohen e Peter Mandler, professores na Northwestern University e em Cambridge, respectivamente. O texto abre com a seguinte passagem: “É provavelmente da natureza dos manifestos ter vistas curtas e ser um pouco autoritário: eles são os gritos de guerra que levam os soldados para a batalha. Por essa razão, a história é um assunto quase unicamente inadequado aos manifestos.” Os textos estão disponíveis em livre acesso no site da revista.

Links:

Práticas da História – revista de teoria, historiografia e usos da história

Divulgo aqui o lançamento do primeiro número de uma nova revista dedicada aos estudos sobre teoria da história, história da historiografia e usos da história: Práticas da História. Trata-se de revista portuguesa, apoiada pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, de iniciativa de António Rego e Joaquim Gafeira, e que aceita submissões em português, inglês, francês ou espanhol.

Link: Práticas da História – Journal on Theory, Historiography and Uses of the Past.

Debate: “Genealogia e historicismo radical”

No segundo número de 2015 do periódico Philosophy of the Social Sciences, Mark Bevir e Stephen Turner debatem a respeito da ideia, desenvolvida por Bevir, de que a genealogia constitui a face crítica do historicismo radical.

Links:

“Recuperando os Mundos Perdidos do Passado” e o problema do “passado nos seus próprios termos”

No último número da American Historical Review (volume 120, n. 3) o professor Greg Anderson argumenta sobre uma possível “virada ontológica” na historiografia, de maneira que possamos construir uma “mais ética, mais filosoficamente robusta, e mais historicamente significativas”. Suas referências às ciências pós-Newtonianas, no entanto, não me parecem trazer argumentos que surpreenderiam historiadores que desejam encontrar no passado “aquilo que realmente se passou”. O que vocês acham?

Link: Retrieving the Lost Worlds of the Past: the case for an ontological turn. American Historical Review (120/3), junho de 2015.