Marcado: teoria da história

“O que é meta-história?” por Jörn Rüsen

Em 2010, o prof. Jörn Rüsen proferiu uma palestra na UFG – traduzido no local pelo prof. Estevão de Rezende Martins – intitulada “O que é Meta-História? – abordagem de uma teoria abrangente dos estudos históricos”. Este ano a Revista de Teoria da História da UFG disponibilizou o vídeo na íntegra.

Palestra de Frank Ankersmit: “Parts and the Whole of the (Historical) Text”

Em Novembro de 2012 o prof. Frank Ankersmit proferiu uma palestra no Instituto de Pesquisas Culturais (Institute of Cultural Inquiry), em Berlim, no qual fala sobre seu longo trabalho sobre o escrutínio filosófico do texto histórico. Ankersmit reflete sobre a capacidade cognitiva da representação operada pelo texto histórico e desfaz vários “mal-entendidos” na teoria da história, refutando tanto o ceticismo exacerbado quanto a crença quase religiosa (dogmática) na verdade da historiografia – principalmente ao responder poderosamente a uma questão delicada: como é possível comparar e avaliar duas narrativas diferentes de um evento histórico sem retornar a uma concepção ingênua de referência ao real? Essa e outras perguntas são tratadas com brilhantismo em livros como seu recente “Meaning, Truth, and Reference in Historical Representation” (2012, pela editora da Cornell University).

Lembro aqui que um mês antes dessa palestra ele esteve na Universidade Estadual de Londrina apresentando uma versão abreviada de seu paper “Aftermaths and “Foremaths”” e lançando seu primeiro livro traduzido em língua portuguesa (“A Escrita da História”, na verdade uma coletânea de vários textos distribuídos ao longo da carreira do professor).

Link para a palestra completa no site do ICI Berlin: clique aqui.

“O Lugar da Teoria-Metodologia na Cultura Histórica” de José Carlos Reis

Divulgo aqui um importante artigo de 2011, de autoria do prof. José Carlos Reis (UFMG), cujo título é bastante direto e deixa seu objetivo explícito: qual é o lugar da teoria da história e da metodologia da história em nossa prática profissional? Se grandes historiadores como Michel de Certeau já diziam que a “prática sem teoria desemboca necessariamente, mais dia menos dia, no dogmatismo de “valores eternos” ou na apologia de um “intemporal”.”, para outros, como Pierre Chaunu, apenas os “grandes mestres” deveriam operar o esforço reflexivo que as disciplinas da teoria e da metodologia implicam.

Cito, então, parte do último parágrafo do texto de José Carlos Reis, que me parece positivamente provocativo:

Está longe de mim a pretensão de encerrar a polêmica com essa simples comunicação e até admito que seja possível que esteja equivocado, que esteja defendendo uma posição superada, talvez eu seja já um “dinossauro historiográfico”, daqueles que propõem discussões que não interessam mais a este presente cultural pós-1989. Por isso, estou curioso e atento, quero saber o que pensam os jovens historiadores da era pós-1989 sobre o lugar da teoria-metodologia na cultura histórica como ensino e pesquisa.

Link para o artigo: clique aqui.